segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Porque as mulheres amam comprar sapatos.

Muitas mulheres são criticadas e julgadas como fúteis por terem uma paixão avassaladora por itens fashion de consumo. Cada uma dessas mulheres tem um "vício" diferente: jóias ou bijouterias, perfumes, lingerie, mas ao meu ver, o item mais cobiçado continua sendo o par de sapatos.
Um par de sapatos é o perfeito limiar entre roupas e acessórios. Roupas são necessárias para o convívio na sociedade (tradução: andar pelado equivale a ser preso) e, entre as mulheres, comprá-las já se tornou uma prática um pouco mais comum. Quanto aos acessórios, creio que eles não representam toda a personalidade que a mulher deseja transmitir. O acessório é um detalhe, um tempero a mais, mas não a essência.
Aqui entram os sapatos. A partir do momento que o shoe designer termina sua obra no papel, o sapato ganha vida, ganha personalidade. Eles dizem tudo sem palavras, eles mostram o que a alma feminina deseja mostrar naquele momento. À isso eu atribuo o fato de existirem tantos gêneros, tipos, cores e tamanhos.


Porém, o consumo luxuriante de sapatos não é exatamente o que eu pretendo defender com essa dissertação. A minha defesa é para as mulheres que sofrem preconceito, as que são chamadas fúteis e desinteressadas por manterem essa ou qualquer outra válvula de escape. 
Indiferente de ser um hábito ou uma forma de comportamento, as mulheres devem se impor da sua maneira e devem conservar seus gostos e peculiaridades perante essa sociedade ainda machista. Gostar de fazer compras ou qualquer outra coisa do gênero não mostra o que você pensa ou com o que você se preocupa, e é por isso que é tão bom. Sapatos não te fazem trabalhar absurdamente por um salário melhor e merecido, não precisam que você decida quem será o melhor governante para o seu país, não precisam te fazer falsas promessas ou corresponder seus sentimentos. Certas coisas foram feitas para serem apreciadas por sua mera existência, não pra decidir quem você é.
Não sou à favor de alimentar vícios e fraquezas, espero ter deixado isso claro, só quero dizer que uma paixão não te define, apenas te distrai.








terça-feira, 24 de agosto de 2010

Desde antes do Mundo ser Mundo.

Tem horas que a vida vira de ponta cabeça e você não faz a mínima idéia de onde, quando ou que aconteceu?
Pois é, isso é normal. Não é só com você, não foi a primeira e nem vai ser a última vez. Essas reviravoltas acontecem, e acontecem por um motivo. Mas você já sabe disso, você é esperto.
Agora eu vou dizer uma coisa que talvez a maioria não saiba (pois eu fazia parte dessa maioria há algum tempo atrás) todas as mudanças, boas e ruins, que lhe acontecem são unicamente de sua responsabilidade.
Já ouviu falar em causa e consequência? "Crime e Castigo"? Pois bem, é a realidade que nos cerca!
Pode parecer esotérico demais para alguns, mas é a verdade nua e crua. Você só tem aquilo que você está disposto a oferecer. E quando eu digo oferecer eu me refiro à existência geral do Universo, não apenas às pessoas.
Então antes de julgar a sorte, o merecimento ou a injustiça, pense duas vezes (ou até mais), pois mesmo que a vida pareça descontrolada, ela não está, você que precisa de boas virtudes para se deslocar junto com ela.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Errar é relativo.

Analisando minha vida até agora, posso dizer que o tempo passado é relativamente curto (menos de duas décadas) e que o número de besteiras que já fiz é relativamente grande. Por que relativamente? Porque em comparação a vida de muitas das pessoas que conheço e já conheci, as minhas estatísticas não tem dados muito comuns.
Faz pouco tempo que eu realmente entendi o que significa aprender com os erros, e foi então que eu percebi que "os erros" se diferem em pequenos detalhes, mas que por trás de tudo, a origem do seu mais novo arrependimento é sempre a mesma.
Na verdade, a palavra "erro" não é melhor a ser usada. Certa vez me disseram: "Não existe certo ou errado, existe a escolha que você faz." Eu acho uma frase muito válida e inegavelmente verdadeira, afinal de contas é você que decide se vai se arrepender pelos seus atos ou não.
Eu já me arrependi muitas vezes perante minha pouca idade, e espero que esta vez recente tenha sido a última. Cada um é capaz de identificar o que nos leva a fazer coisas das quais nos arrependemos e tirar isso das nossas vidas. Dependendo do caso é um processo árduo, e sempre que possível nada fácil e deveras cruel, porém, é sempre bom lembrar que o sofrimento, assim como nossas escolhas, é opcional.
Mudanças são necessárias para melhorar a vida em todos os seus aspectos, e somos nós quem decidimos como e quando essas mudanças começam e terminam.
"A gente muda o mundo na mudança da mente, e quando a gente muda a gente anda pra frente" Gabriel O Pensador 

terça-feira, 29 de junho de 2010

"Question, for understanding!"

Existe uma frase, não me lembro de quem, que diz: "Posso não ter todas as respostas, mas posso fazer todas as perguntas."
Realmente, dependendo das suas perguntas dificilmente você vai obter alguma resposta... Mas repito, DEPENDENDO DAS SUAS PERGUNTAS.
Que tipo de pergunta você faz? Que tipo de pergunta você SE faz? 
Quais livros você lê, quais filmes você vê, que jornal você acompanha, você acompanha algum jornal?
Que roupas você veste, que roupas você quer vestir, pra onde você vai, com quem você anda, com quem você gostaria de andar, que pessoas você evita, que pessoas você quer evitar mas não consegue?
Você já foi ao teatro, à praia, ao campo? Você fala mais de um idioma? Você fala o seu idioma natal?
Você segue uma religião, uma ceita... Deus tem algum crédito pra você? Deus tem algum nome pra você?
Etc. etc... São infinitas perguntas no curso da vida, mas a principal é: Por que?
Independente do que você faça. Por que você faz?
Tantos já se perguntaram "Qual é o sentido da vida?" mas poucos entenderam que a vida tem o sentido que você dá pra ela.


  

terça-feira, 1 de junho de 2010

A neurose de todo dia...

Diante dos vários sentimentos comuns da vida, eu sempre tive muito medo. Acho impossível alguém não ter medo de qualquer coisa, digo, de coisas importantes.
Medo de mudar, de crescer, de julgar o certo e o errado... É terrível a maneira como você se prende ao inútil, ao imutável, por sentir medo!
Confesso ser um tanto hipócrita da minha parte, pois como já disse, eu sou medrosa e não sirvo de muito exemplo... Mas no mínimo eu desejo mudar isso! Acho um desperdício de vida quem se acomoda nas próprias frustrações e esquece do resto do Mundo.
Ninguém deve se sentir preso ou incapaz. Muito pelo contrário. Todos precisam ter objetivos, planos e principalmente vontades, os famosos sonhos!

Eu não quero uma vida sem graça e igual, eu não quero crescer e apenas sobreviver. Eu quero continuar sentindo o desejo, a aventura... é desse tipo de coisa que eu preciso! Eu não quero um mundo simples, um mundo máquina!
Eu quero gostar das pessoas e quero que as pessoas gostem de mim, eu quero criar vínculos, quero ter intimidade, quero confiança! Não quero um monte de gente mesquinha e intrometida tentando controlar minha vida e não quero controlar a vida de ninguém. 
As pessoas devem ser e fazer o que elas querem, o que elas gostam, o que é saudável para suas respectivas vidas. Isso é tão óbvio, é impossível de entender como a maioria não vê isso.